Vila do Largo - RJ

Rua Gago Coutinho, nº 04
Rio de Janeiro RJ  22221070

Telefone: 991272754

Vila do Largo - RJ

CENTRO CULTURAL
A VILA DO LARGO CASAS DE OFICIO

No. Pronac: 04098

OBJETIVO

A UniHabi Cooperativa Habitacional tem como objetivo a formação de grupos de pessoas interessadas em determinado empreendimento, compondo seccionais independentes e específicas conforme seu estatuto aprovado em Assembléia de 14/07/2000 e pelos dispostos legais da Lei 5.764 de 16/12/71.
O objetivo do projeto, A Vila do Largo, em primeira etapa, é:
“A reforma e reconstrução dos imóveis de interesse cultural, localizado à Rua Gago Coutinho nos. 4, 6 e 8 esquina com Largo do Machado no Bairro de Laranjeiras na cidade do Rio de Janeiro, para que seja criado um Centro Cultural com uma área total de 1.865,89 m² e composto de”:
Um teatro.
Duas Salas / Cinema.
Quatro salas de aula ou palestras.
Dezoito casas Estúdios Residências.
Quatro und comerciais para atender à Praça de Alimentação
Foi aprovado pelo Ministério da Cultura e publicado no D.O. da União em 02/09/04, baseado na Lei Rouanet, no valor de apoio de R$ 5,3 milhões, sendo um empreendimento dirigido às 7 Artes Integradas: Arquitetura, Teatro, Dança, Música, Poesia, Escultura/Pintura, e Cinema.

HISTÓRICO

“Em cada época, a Arquitetura é produzida e utilizada de um modo diverso, relacionando-se de uma forma característica com a estrutura urbana em que se instala.”
Os ciclos agrícolas podem, de certa forma, contar a história do Brasil, e as cidades refletem em sua ocupação e construção, os ciclos de nossa economia.
Verificamos nas Cidades a influência das culturas da Borracha, Cana de Açúcar e do Café, e com a demanda reprimida das exportações deixaram marcos na vida social.
“Essa realidade abrupta, instável e imprevisível sempre teve o poder destrutivo de desestabilizar toda a economia dos paises.” “Os países latino-americanos só vão conseguir romper a condenação desses ciclos, quando unirem agricultura movida à pesquisa, máquinas e grandes investimentos”.
“As principais cidades brasileiras e seus edifícios foram, em grande parte, estruturados nos séculos passados e funcionam precariamente nos dias atuais.”
“O estudo de sua evolução ajudará a transformá-los.”
“Os edifícios comerciais, as casas com jardins e as VILAS OPERÁRIAS constituíam inovações, mas continuavam a utilizar formas de relacionamento características de épocas anteriores.”
Alguns conjuntos de habitação popular, apresentavam formas especiais de implantação. Compunham-se de fileiras de casas pequeninas - às vezes mesmo apenas de quartos - edificadas ao longo de um terreno mais profundo, abrindo para pátio ou corredor, com feição de ruela. Nestes casos era freqüente a existência de um só conjunto de instalações sanitárias e tanques, dispostos no pátio, para uso comum. Em certos casos a passagem comum era aberta para a rua, de modo franco, solução mais comum no Rio de Janeiro. Essas “vilas” ou “cortiços”, voltadas para a via pública, com fachadas construídas sobre o alinhamento, ao gosto da época, eram capazes de disfarçar sua destinação.
Os lotes urbanos herdados do século XIX, persistiriam e acompanhariam, quase sem alterações, as necessidades do início do desenvolvimento industrial e da diversificação da produção rural do país.
As dificuldades enfrentadas pela agricultura, com suas crises periódicas, a ausência de formas evoluídas de capitalismo e o crescimento ininterrupto da população dos maiores centros, fariam com que as propriedades imobiliárias fossem um dos modos mais eficazes de aplicação financeira; para os grandes investidores, a vantagem seria a renda dos aluguéis de “casas/quartos” dispostas ao longo dos terrenos. Como conseqüência, naqueles anos multiplicaram-se os conjuntos de “casas” econômicas.
Essas edificações, com economia de terreno e meios construtivos, aproveitaram pouco das novas possibilidades da época. Procurava-se, dentro do possível, a valorização social e arquitetônica de certos espaços, utilizando-se a área frontal em comercial, acentuando a importância da frente e ocultando a modéstia dos fundos. Os inconvenientes do conjunto de situações impostas pela ocupação, foram até um determinado tempo suportada corajosamente, com o intuito de preservar uma “lógica” absurda, mas que conseguia garantir uma aparência de decoro e ocultar um conjunto de “vergonhas”, tanto mais penosas quanto mais humildes aos moradores, que se submetiam às dificuldades primárias na falta de banheiros, cozinha e serviços.
A dificuldade de adequação destas moradias de baixa renda com a necessidade familiar, foi também um dos fatores que impulsionou o surgimento dos bairros proletários mais afastados do centro e a ocupação de terrenos devolutos, com dimensões maiores, nas áreas mais nobres da cidade.




O EXISTENTE

A área do projeto é formada por 3 (três) lotes distintos, sendo 2 (dois) lotes frontais e entre eles, por uma passagem, 1 (um) outro lote que se abre, com a ruela central, ladeado de casas residenciais, caracterizando uma “Vila” ou “Cortiço” do passado.
O lote da Vila Residencial tem sua ocupação característica do Rio Antigo, com uma ruela central em toda a sua extensão, uma entrada comprimida entre os lotes comerciais e as casas de tamanho mínimas, sem banheiro ou cozinha. A área comum, destinada a sanitários e tanques, deixou de existir, os poucos moradores, que resistem à decadência, adaptaram suas residências às necessidades atuais.
Os três lotes, apesar de independentes, demonstram uma característica de ocupação do passado, conforme Histórico descrito.
Sendo os dois lotes de frente comerciais, propomos uma solução arquitetônica atual com base no passado, integrando a portaria com as lojas, formando um único conjunto uniforme de fachada.
As casas serão restauradas e reconstruídas, preservando suas características volumétricas.
As áreas comuns, portaria e ruela, receberão todo os acabamentos e instalações exigidas para o funcionamento do Centro Cultural conforme determina a legislação em vigor.

O PROJETO

“O passado torna-se presente.
O quarto que abrigava o caixeiro viajante passará a receber o artista do interior com suas malas carregadas de “raízes”.
O local das antigas cozinhas comuns será onde todos se reunirão na Praça de Alimentação.
Nos fundos, os tanques deixarão de existir, pois daremos lugar às salas de cinemas onde passaremos o Brasil a limpo.
Na frente os casarios e os Armazéns de Secos e Molhados que vendiam em sacas sementes e grãos continuarão a existir mas estarão sendo semeadas e plantadas no palco do Teatro e no Quadro dos Auditórios.
Um dos fatores para impulsionar uma economia é a exportação.
Os povos trocam suas mercadorias por aquelas que não produzem.
Os povos trocam os produtos de suas terras e a criação de sua gente.
Os povos trocam folclore. Os povos trocam saber. Os povos trocam Cultura.”
Carlos Rangel


Desta forma...

A Vila do Largo torna-se um espaço multidisciplinar das artes e auto-sustentável, por possuir, como âncoras, o Teatro, os Cinemas e as Salas de Aula para que artistas ou convidados, didaticamente, materializem suas idéias, ensinando e propagando ao público, técnicas e conhecimentos sobre os seus trabalhos apresentados; As Residências Temporárias abrigarão os Artistas de longe ou de outros Estados, divididas em 3 espaços distintos: sala de apresentação no térreo, local de trabalho no jirau e no último andar suíte com banheiro. A Praça Alimentação dará suporte para o artista e fará o convívio dele com o público.
Com a diversificação das apresentações que acontecem nas casas, no teatro, no cinema e nas salas de palestra/apresentações/dança, o espaço será sempre visitado por pessoas que busque ou vivam da Arte.
O Rio de Janeiro, cidade de importância mundial para a expressão da Arte e do Folclore Nacional, carece de um espaço para contínua apresentação da CRIAÇÃO.
A Vila do Largo cumprirá este nobre destino, inserida no coração de nossa cidade, no “Corredor Cultural” do Rio Antigo, ao lado de Prédios Tombados e Preservados. Até o grito sufocado daqueles que não têm oportunidade de transmitir seus cantos e suas artes, será evocado. Esta liberdade será sentida e protegida e os espetáculos acontecerão quer faça chuva, quer faça sol.
A proposta de preservação da “Tipologia Construtiva e da Revitalização do Espaço” foi aprovada pelos órgãos de Cultura, Municipal, DGPC e CMPC, Estadual INEPAC e Federal IPHAN.
O projeto está dividido em duas etapas distintas:
A primeira, a reconstrução dos imóveis de interesse cultural.
A segunda, a implantação do Espaço Cultural.
Sendo um centro para desenvolvimento e apresentação das 7 artes, as atividades deverão interagir em suas multidisciplinas. Com isso o público será diverso e dependendo da proposta na temporada, o Público alvo poderá variar da criança ao idoso e do leigo ao esclarecido.
Temos a plena convicção, de que a carência de espaços para a apresentação LIVRE DAS ARTES E DO FOLCLORE BRASILEIRO, no Rio, é uma realidade quando observamos as enormes rodas de pessoas que se posicionam circularmente ao redor dos CONTADORES DE HISTÓRIAS, dos DESENHISTAS, dos PINTORES, dos MÍMICOS, dos MÁGICOS, dos DANÇARINOS, dos VENDEDORES DE ILUSÕES;... estes formidáveis representantes da miscigenação étnica e da essência da ARTE E DO FOLCLORE BRASILEIRO, que indubitavelmente, merecem ouvir o som de todo o nosso

APLAUSO.


Espaço com o intuito de reunir empreendedores e start-ups. Venha conhecer nosso Coworking, você será muito bem vindo! Acesse nosso site para informações!

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Categorias: Artes e entretenimento




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